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- 10/02/2020

Comida de criança?!

Eu simplesmente piro com a ideia de que existe uma comida específica para crianças. Iogurte para criança, biscoito para criança e cardápio de criança. Eu piro porque, na grandíssima maioria das vezes, as versões infantis não são nem mais gostosas, nem “mais saudáveis” e raramente são proporcionais ao tamanho dos pequenos.

Infelizmente os produtos infantis ainda são feitos para seduzir as crianças e não dar trabalho aos pais. São produtos extremamente doces, monocromáticos ou artificialmente coloridos, nutricionalmente pobres e moles. A criança não precisa nem mastigar direito. A consequência? Uma geração de crianças ‘chatas para comer’ e pior, crianças doentes.

Quando você estiver em um restaurante observe o menu infantil: arroz, batata frita ou batata sorriso, bifinho de frango e talvez um feijãozinho ou um alface e tomate. Onde foram parar os legumes? As cores e os sabores? Como nutricionista infantil me coloco em defesa das crianças pelo direito de comerem como os adultos. E convido os adultos a se dedicarem a comer melhor, como eles gostariam que as crianças comessem.

Contaminadas por esse pensamento de restrições alimentares, meninas de apenas 5 anos de idade tem intenção de fazer dieta. De acordo com uma organização australiana sem fins lucrativos, a Pretty Foundation, 34% das crianças entrevistadas pensam assim. E 38% das meninas de 4 anos estão insatisfeitas com os seus corpos. É de partir o coração saber que crianças tão pequenas não estão em paz com o que comem e nem com os seus corpinhos.

O que podemos fazer para proteger nossas crianças de transtornos alimentares? Veja 5 dicas para estimular o bom comportamento alimentar e evitar o excesso de peso infantil.

1- Comer comida caseira. Claro que, com a rotina puxada que temos, não dá para comer sempre em casa uma comida fresquinha. Congelar é uma opção para tornar a alimentação mais prática e variada

2- Comer juntos. Escolha 1 refeição para sentar-se à mesa com os seus filhos e comer a mesma comida que eles.

3- Deixar as crianças escolherem os alimentos e a quantidade que desejam colocar no prato, dentre as opções oferecidas por você, adulto.

4- Não pratique restrições alimentares e não dê incentivos para a criança comer mais. Isso vai ajudar as crianças a perceber seus próprios sinais de fome e saciedade. Exemplo: Você comeu tudo que queria? Você gostaria de mais um pouco?

5- Evitar classificar os alimentos e o comportamento da criança em “saudável”, “porcaria”, “bom”, “ruim”, “ele não come isso”, “ela não gosta daquilo” deixa a comida livre e leve. Capriche na variedade. Com equilíbrio é possível comer de tudo um pouco.

Frase extra: “Comer em família pode ser o momento mais nutritivo e prazeroso do seu dia”.

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E vou aproveitar o assunto para fazer um super Spoiler! A Box Cambalhota de março tem TUUUUDO a ver com nutrição.

Até a próxima! 😘


Camila Pavam

Camila Pavam

Sou mãe do Pedro e do Lucas. Nutricionista especialista em Nutrição Materno Infantil. Me apoderei da palavra nutrir para falar daquilo que alimenta a mente e o coração. Para despertar em nós uma maternidade leve e prazerosa, capaz de nutrir verdadeiramente a essência das nossas crianças e construir um futuro de abundância e prosperidade. 

@camilapavam.nut

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