[ editar artigo]

Qual é a importância de falar sobre emoções com as crianças?

Qual é a importância de falar sobre emoções com as crianças?

Você sabe o que são as emoções e como é possível conversar sobre isso com os pequenos?

As emoções basicamente são as sensações físicas e emocionais provocadas por algum tipo de estímulo, que pode ser um sentimento ou um acontecimento. Situações de tristeza, felicidade, angústia e raiva são normais para qualquer ser humano e são importantes para o desenvolvimento cognitivo e socioemocional das crianças.

E sabemos que trabalhar emoções com os pequenos é um grande desafio para os pais, principalmente, pela vasta lista de tarefas que podem envolver a vida familiar, pessoal e profissional ao mesmo tempo, isso sem levar em conta a pandemia.

No entanto, é preciso separar um tempo para estar na presença dos filhos e priorizar a conexão familiar. E é nesse momento que o diálogo sobre as emoções pode ocorrer. 

Para um desenvolvimento completo da criança, é preciso estar atento não só as competências cognitivas, mas também as competências socioemocionais ou não cognitivas. 

Segundo a psicopedagoga, Sandra ​​Vasques de Araujo, encorajar o pequeno a falar sobre seus próprios sentimentos, ao invés de julgar, é fundamental. “Apoiá­-lo, enquanto está falando, ensinando novas maneiras de se expressar e novas estratégias, como, pedir o auxílio de um adulto, devem ser desenvolvidas”, afirma.

Assim como os adultos, as crianças também lidam diariamente com várias emoções, podem sentir  raiva,  alegria,  tristeza  e, geralmente,  reagem  a  esses  sentimentos de muitas maneiras também. 

A necessidade de conseguir identificar, entender e falar sobre as emoções é muito importante na área das competências socioemocionais e essas habilidades são bem significativas para o processo de desenvolvimento saudável e integral das crianças.

É importante que os pequenos consigam lidar com as emoções que vão surgindo, pois quando alguém não sabe lidar com seus sentimentos, se torna instável e pode prejudicar seu amadurecimento.  

Por isso, quando seu filho diz estar com raiva, não pode julgá-lo, pois esse é um sentimento comum a todos. O que precisa ser feito é questionar o motivo dele estar irritado e ensiná-lo a lidar com a situação.

Um conselho da psicopedagoga Sandra, é utilizar  uma  lista  de  palavras  que  amplie  as  expressões da criança, para construir de forma conjunta um repertório, auxiliando na  adequada expressão dos sentimentos. 

“Desta maneira, por exemplo, além de dizer que está triste ou brava, a criança poderá usar as seguintes palavras para melhor descrever o que sente: impaciente, com raiva, ansiosa, tensa,  desconfortável, solitária, envergonhada,  frustrada  ou  desapontada.  Para  situações  nas  quais  está  se  sentindo  muito  feliz  ou  alegre: satisfeita,  orgulhosa,  aliviada,  triunfante,  eufórica,  animada,  entre tantas outras”, exemplifica a profissional.

 

Dicas para falar de sentimentos com as crianças

Um bom ponto de partida para falar sobre os sentimentos com as crianças, é entender que as emoções foram feitas para serem sentidas, não reprimidas. Os pequenos que lidam com maior facilidade diante os desafios foram estimulados por seus responsáveis para isso. 

Confira algumas dicas para começar a educar emocionalmente as crianças. 

 

Contar histórias 

Histórias são sempre ótimas ferramentas para estimular o aprendizado dos pequenos. Por isso, use as historinhas infantis para falar sobre os sentimentos como solidão, tristeza, inveja, ciúmes e alegria. 

 

Conversar sobre as emoções

É comum que a criança não queira conversar sobre as emoções por não saber como lidar com elas e dependendo da idade, pode ser mais difícil ainda expressar o que sente. 

Então, é fundamental incentivar seus filhos a falar tanto das emoções negativas quanto das positivas. Porém, é preciso adotar uma postura aberta e sem julgamentos.

 

Reforçar as formas positivas de expressar os sentimentos

Exalte o bom comportamento. Elogie seu filho por  reconhecer e expressar suas emoções de uma forma positiva. Do contrário, foque em conter a ação negativa, não a própria criança. Reprimir não é legal!

 

Outras dicas que podem ajudar:

  • Mostre que errar é normal, que todos cometem erros e está tudo bem se algo não der certo;

  • Evite dizer “não precisa ficar chorando", ao invés disso, pergunte o motivo da criança estar chorando;

  • Na hora da birra, não castigue, foque em mostrar que entende a frustração do pequeno.

Lidar com as emoções não é fácil para ninguém, mas com calma e trabalho em família se torna possível. E na sua casa, como anda esse trabalho de diálogo com as crianças sobre os sentimentos?

Mundo Cambalhota
Equipe Mundo Cambalhota
Equipe Mundo Cambalhota Seguir

Comunidade colaborativa para conectar pais e profissionais empenhados em desenvolver crianças melhores e mais felizes para o mundo.

Ler conteúdo completo
Indicados para você