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Comunicação Não-Violenta: o que é e como aplicar com crianças

Comunicação Não-Violenta: o que é e como aplicar com crianças

Você já ouviu falar sobre Comunicação Não-Violenta? Como podemos imaginar a partir do nome, a CNV é uma forma de se relacionar com o próximo baseando-se no respeito e na empatia.

Em outras palavras, o modelo propõe conversas abertas e com foco nas emoções e entendimento dos envolvidos, sem irritações, ameaças ou punições.

Por isso, a Comunicação Não-Violenta traz uma reflexão importante sobre como nós, mamães e papais, nos relacionamos com as crianças, familiares e colegas de trabalho.

Nesse texto vamos conversar mais sobre o que é Comunicação Não-Violenta, seus princípios e como podemos aplicar com as crianças. Acompanhe com a gente!

 

O que é Comunicação Não-Violenta? 

A princípio, a CNV surgiu em 1970, nos Estados Unidos, como forma de mediação aos conflitos gerados após o fim do modelo de segregação racial nas universidades.

O psicólogo Marshall Rosenberg atuou como orientador educacional na tentativa de amenizar os ânimos nas instituições de ensino superior. Além disso, o psicólogo passou por um histórico de agressões nas escola durante a infância por ser judeu.

Dessa forma, Rosenberg elaborou o método conhecido como Comunicação Não-Violenta (CNV).

Em seu livro homônimo, Rosenberg define o método como uma abordagem comunicacional que compreende as habilidades de falar e ouvir, possibilitando a conexão com si mesmo e com os outros.

Ou seja, é proporcionar diálogos com o próximo de maneira franca e sem julgamentos sobre as ações que não concordamos.

 

Como aplicar a Comunicação Não-Violenta com as crianças?

Para que o método pudesse ser colocado em prática, Rosenberg pautou a CNV sobre quatro componentes que devem ser considerados ao dialogarmos com as pessoas. 

Nesse caso, vamos adaptar os princípios para um melhor relacionamento com os pequenos. Confira:

 

Observação

Primeiramente, é preciso observar uma situação que nos incomoda sem julgamentos pré definidos. 

Apesar de nossas percepções estarem ligadas às nossas emoções, é importante realizar esse exercício para que o diálogo seja compreendido.

 

Sentimentos

Em seguida, entender o impacto das emoções que aquela ação representou para você é muito importante. Por isso, nomear as emoções com as crianças pode gerar uma aproximação e o sentimento de empatia.

Por exemplo, explique que determinada circunstância deixou você triste e nomeie as sensações que sentiu para que o pequeno possa compreender o seu lado, ou seja, observar com empatia. 

No entanto, essa conversa não deve ser uma forma de culpabilizar o próximo, mas expressar os seus sentimentos e também compreender as emoções das crianças.

 

Necessidades

Do mesmo modo, as emoções estão vinculadas às nossas necessidades. Assim, é recomendado fazer uma análise sobre a expectativa gerada sobre determinada situação.

Só para exemplificar, é comum os responsáveis esperarem uma organização primorosa após uma ajuda dos pequenos. Com uma expectativa muito alta, a tendência é que acabemos nos frustrando. 

Por isso, é importante avaliar nossas necessidades e deixá-las evidentes para que a solução agrade a todos.

 

Pedido

Por fim, após essas reflexões, você falará de forma direta, com o uso de uma linguagem positiva, evitando utilizar frases vagas e ambíguas.

Dessa forma, é possível compreender mais facilmente a mensagem e o retorno sobre ela será mais satisfatório.

 

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Em resumo, a Comunicação Não-Violenta busca criar mais possibilidades de compreensão e solução de conflitos. Ao invés de usarmos a forma habitual de culpar e julgar, a CNV propõe mediar e buscar a base comum.

Além de ser essencial para a Comunicação Não-Violenta, o diálogo ajuda a reforçar os laços de amor

Seja por meio de uma conversa sobre o dia, ao saborear uma refeição especial, contar uma história ou se divertir com atividades lúdicas.

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Equipe Mundo Cambalhota
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